A MULHER DO FLUXO DE SANGUE

A MULHER DO FLUXO DE SANGUE

LUCAS 8:42-48

Provérbios 15: 33  O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.

 

Toque em Jesus de maneira diferente, até que saia Dele o poder que vai mudar sua vida!

 

Texto: Lucas 8: 42—48

 

Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão. E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, Chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue. E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara. E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.

 

Quando Caim matou Abel, não foi só Abel que morreu; foi toda a geração de Abel.

 

Tema: As coisas nem sempre são como se apresenta.

Portanto não baseie suas decisões e pensamentos naquilo que lhe é apresentado. Vai mais a fundo, você não sofre sozinho.

(2Reis 5: 1, 3)

Naamã, parecia ser uma pessoa realizada na vida, definida.

Era capitão do exército do rei da Síria,

era um grande homem diante do seu senhor,

era de muito respeito;

por ele o SENHOR dera livramento aos sírios;

era este homem herói valoroso,

porém leproso.

 

E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.

A sua esposa estava desiludida, fora de casa seu marido era uma pessoa, mas dentro de casa, ele era orgulhoso, arrogante, um homem acostumado a ver seus inimigos se curvarem diante de si, mas tinha um problema que não se curvava; a lepra.

Um homem que mesmo precisando de ajuda, não queria quebrar seu orgulho.

Fora de casa tinha a admiração de todos, mas quando entrava em sua casa, nem diante da esposa ele se trocava, era na solidão de seu lar que ele vivia a realidade. Sua esposa talvez estivesse de seu lado, por dever, por obrigação, por status, afinal ela era a mulher do capitão do exército do rei.

Mas ela conhecia seu marido, ele era um bom homem, o sofrimento o havia transformado, mas Deus era com ele, e quando Deus é com alguém, Ele vai fundo em tratar com sua vida.

Acredito que ela conversava com as pessoas mais próximas sobre seu sofrimento em viver dentro de sua casa a derrota de uma doença que não tinha cura. A conversa da menina era uma resposta ao comentário de sua senhora. “se o meu senhor estivesse diante do profeta”…

Naamã podia continuar com seu orgulho e atribuir a frieza de sua mulher, a causa de sua infelicidade, pois não podia ser feliz em seu relacionamento com sua esposa. Não podia aceitar que uma escrava se intrometesse em sua vida e lhe dissesse o que fazer, já não bastava estar com uma doença que não se curvava, agora tinha uma empregada em casa que entrava em sua vida para falar de sua “vergonha” e o pior; sua esposa agora tinha virado sua confidente.

Muitas vezes a mudança que queremos ver nos outros, precisa acontecer em nós.

Queremos te convidar a conhecer a família da mulher (sem nome) do fluxo de sangue.

Como era a família desta mulher? A Bíblia não da alguma informação sobre a família dela, porém sabemos pelo raciocínio logico que ela tinha uma família.

Eu te pergunto: como é a família de uma pessoa que está (para a época) definhando para a morte por uma doença incurável? O que é ser parente de uma pessoa que aos olhos da própria família e sociedade é “impura”, rejeitada, culpada?

Com certeza houve momentos de sérias discussões (foram doze anos sem esperanças), onde o dedo em riste acusava: Por sua culpa, não podemos participar das festas com nossos amigos, dos cultos e momentos espirituais que para a cultura daquele povo, não participar, era ser rejeitado pelo próprio Deus.

Aquela mulher, assim como Naamã, apesar de situações totalmente diferentes, mas com algo em comum, sabiam o que nós precisamos reconhecer: A cura de nossa família, de nossa igreja, de nossos filhos, está em nós sermos curados.

Quantas pessoas estão doentes, sofrendo, sentindo-se rejeitados, esquecidos e ao invés de buscarem a cura, reagem atacando e culpando a outros.

Naamã e a mulher sem nome, apesar da grande diferença cultural e econômica que havia entre eles, tinham algo bastante em comum: O Orgulho. Eles sabiam que se eles fossem curados, curariam todos os seus relacionamentos.

Os dois precisavam entender que a culpa não era das pessoas que os cercavam.

As culturas eram diferentes, o pode econômico era diferente, a posição social era diferente…

A doença não era a mesma. O mundo era outro…

As consequências eram semelhantes. Os dois sofriam a mesma vergonha, a mesma rejeição, o mesmo orgulho…

A decisão de mudar essa situação, não caberia a outros. Dependia deles.

A atitude a tomar era semelhante e continua sendo até hoje…

Eles precisariam descer.

Ela precisaria descer a altura da orla das vestes de Jesus e tocar (não Nele). Ela era uma pessoa de bens, havia gasto tudo que tinha com médicos, agora nada tendo precisaria tocar na Orla das vestes de um homem que não conhecia, a não ser por ouvir falar.

Ele precisaria descer ao profeta que era seu inimigo e descer a ponto de receber ordens de um aprendiz de profeta (nem profeta era) e qual era a ordem? Descer mais ainda. Descer ao fundo de um rio e não somente uma vez, mas sete.

O orgulho anda por lugares altos, mas a humildade cura relacionamentos e trás a vida.

 

Agora ambos tinham algo mais em comum: Ambos estavam curados